Se
eu voasse...
...
mas eu voo.
Se
eu parasse...
...
mas eu paro.
Paro
e fico observando o vale.
A
planície.
O
fundo d’ água.
A
superfície.
Eu
sou de olhar.
Com
um olhar que consegue atravessar.
Transpassar.
Mundos,
tempos...
Eu
sou de pensar.
E
no meu pensar vou pra todo lugar.
Se
vou no imaginar?
E
há uma forma mais linda de se ir?
É
se deixar partir.
É
fluir...
É
descobrir o sentido do existir.
Deslizo
por mundos outros.
Deixo-me
arrastar nas caudas das noivas do tempo.
Por
isso é que digo que sou leve.
Eu
me deixo levar.
Vou
como folha a boiar.
Nunca
senti medo de afundar.
sonia delsin

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