sexta-feira, 1 de março de 2013

ANDORINHA SOLITÁRIA






Na rua morta sobrou uma andorinha.
Sozinha.
Tristinha.
Ela que já foi tão animadinha.
Voa de janela em janela.
Que busca ave solitária?
Que espera destas janelas encerradas?
Que uma se abra?
Suas asas já estão machucadas.
Sente falta de outros tempos?
Das revoadas?
Nesta rua morta só sobrou você e um punhado de solidão.
Andorinha.
Vá pra outro lugar.
Ainda existe alegria.
Não baixe a cabeça.
Não se deixe abater.
Ainda vai ser muito feliz.
Pode crer.
Você nasceu provida de asas, bela ave.
Não se esqueça.

sonia delsin 

GRANDE FERIMENTO






Grande dor tu me causaste
Com um punhal me feriste
Eu me transformei
Fiquei um ser triste
Mas precisava superar
Da dor me livrar
A ferida precisava cicatrizar
E cicatrizou
Hoje em dia consigo encarar-te
Consigo sorrir
Tudo ficou tão distante
Nem parece que eu vivi tudo isso
Acontece que aprendi
Aprendi a não confiar tanto
A não esperar muito das pessoas
Aprendi que as pessoas traem
Que as pessoas mentem
...
Nem todos são iguais
Mas precaução nunca é demais

sonia delsin 


SAUDADES






Sinto saudades da casa simples
Do jardim
Da cerca de bambu
Da trepadeira
Saudades das janelas azuis
Do vento
Dos meninos
Do nosso cãozinho
Dos gatos que nasceram em nosso quintal
Saudades de um tempo muito especial

sonia delsin 



MILA







Saudades da minha sapequinha
Minha bela cachorrinha
Três dias sem vê-la é uma eternidade

sonia delsin 

SOL PARA TODOS






O sol nasceu para todos
Para o reino mineral
Vegetal
E animal
E não pagamos nada por isso
A natureza se entrega inteiramente para nós e tantas vezes somos mal agradecidos
Nem notamos o mundo que nos cerca

sonia delsin