Ela os penteava.
Olhar preso na água.
Narcisista?
Não.
Ela era artista.
No pentear.
Se arranjar.
Os cabelos da sereia se
arrastavam.
Nas claras águas
deslizavam.
E ela ali era um
espetáculo e tanto para outro artista.
Um pintor.
Que captava a beleza da
natureza.
E daquela mulher.
sonia delsin

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